Apesar de tentar passar uma imagem prafrentex e modernosa, com abertura de mercado e socialismo só na teoria, a China é uma ditadura tão agressiva quanto qualquer ditadura poderia ser (apesar de alguns jornalistões discordarem): as liberdades individuais de seus cidadãos são limitadas e controladas pelo governo, e vez ou outra algo estranho acontece e todo mundo é simplesmente obrigado a ignorar.
Porém, controlar a informação que circula pelo país não é uma tarefa assim tão fácil quanto era antigamente, quando conexão com internet ainda era um privilégio de poucos. E com a aproximação do aniversário de 20 anos do massacre da praça de Tiananmen, onde centenas de pessoas que faziam um protesto pacífico foram caladas por tanques e tiros, o governo chinês resolveu tomar medidas drásticas: simplesmente cortaram o acesso da população a sites e serviços online de uso massivo como Flickr, Twitter, e até o recém lançado Bing da Microsoft.
O motivo é claro. Uma vez que os cidadãos chineses estejam se mobilizando e discutindo livremente a respeito do significado desta data e reavivando as memórias na internet, existem chances de a resistência ao governo passar de simples reclamação a ações coordenadas de fato. Governos instalados na base da força bruta morrem de medo de ações coordenadas em meios que não podem controlar, a menos que cortem totalmente o acesso a eles.
Bloqueios desse tipo são coisas corriqueiras na China. De vez enquanto a lista negra muda, ao gosto de seu ditatorial freguês, de modo que vários serviços já tiveram seu acesso cortado por um certo período de tempo, e logo depois liberados novamente.
Quando aquele seu conhecido com opiniões de extrema direita disser que “bom mesmo era na época da ditadura” (todo mundo deve ter um conhecido desses), presenteie-o com uma passagem para a China. Só de ida.
Fonte: MeioBit.